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Escritórios de Advocacia precisam se REINVENTAR !

Labirinto

Antes de começar a discutir a crise, recessão ou o mercado, cabe uma reflexão sobre o histórico recente dos escritórios de advocacia corporativos e seu modelo de organização e gestão.

Faz quase 30 anos que faço e me dedico ao estudo da gestão de escritórios de advocacia e posso afirmar, com certeza, que o modus operandi dos chamados escritórios corporativos “fullservice” é o mesmo desde então. Esses escritórios foram criados no Brasil à imagem e semelhança do modelo americano dos lá chamados de “big law”, que tem um forma de comportamento praticamente padrão, ou seja, mantinham e atualizavam anualmente suas tabelas de taxas horárias por tipo de advogado (basicamente tempo de formado); faziam suas propostas baseadas em estimativas de horas e repassavam aos clientes todas despesas incorridas para execução do trabalhos e pouco se preocupavam com produtividade, eficiência ou eficácia… até 2008, quando a crise chegou por lá!
Minha experiência mostra que nesse mercado temos um “gap” de cerca de 5 a 10 anos em relação ao que acontece nos EUA e que acaba acontecendo aqui no Brasil. Me refiro especificamente às mudanças tecnológicas, de gestão e comportamento de clientes e não às crises econômicas que têm causas, tempos e períodos diferentes (aqui e lá) mas as suas consequências são parecidas.
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Inovação e Gestão do conhecimento

PALESTRA REALIZADA PARA o GIDJ – GRUPO de INFORMAÇÃO e DESENVOLVIMENTO JURÍDICO em 19/11/2015

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1 – Definições
2 – Conceito / filosofia e Objetivo
3 – Evolução
Antes “Minutário”, agora “Ferramenta de Estratégia”
4 Contextualização / momento
Novo ambiente – modelo esférico,Crise, Competição, Comoditizaçao dos serviços
5 Inovação
Mudança
6 Pré-requisitos
“Learning Organization”,Trabalho colaborativo, Infraestrutura tecnológica mínima
7 – Dificuldades
Falsas expectativas de sócios (costume), Inserir o “novo”. Convencimento – marketing interno, “Desindividualização”, Vender e implementar o intangível
8 O Processo
Ciclo virtuoso, Planejamento, “Sponsorização”, Usuários vencedores
9 – Estrutura interna / Funções
Captura, “Expertise finding”, Arquitetura, Colaboração, Facilitação, Treinamento e aprendizado
10 – Tecnologia / Integração com outros sistemas
ERP´s, GED/DMS, Buscadores Corporativos (corporate search engines), Cadastros cliente / assunto, etc., BI
11 – KM e Gestão da pratica jurídica
Captação Novos clientes / novos assuntos (precificação), Produtividade e rentabilidade, Conflito de interesses
12 – KM e Estratégia
Marketing, Planejamento, Investimentos (monetários ou não), Inovação – Novos “produtos”

 

Estratégia e Gestão do Conhecimento

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Uma coisa nós já temos total certeza: A recessão chegou !
A pergunta imediata que vem à mente é: O que devemos fazer para enfrentá-la?
A resposta passa por algumas mudanças que teremos que adotar e por inúmeras atitudes que poderemos e deveremos tomar em nossas empresas (me arriscaria a dizer que são dezenas e  serão tratadas em minhas futuras discussões), mas agora vou me limitar a explorar algumas das formas que a Gestão do Conhecimento pode e deve ser utilizada nos ajustes das estratégias existentes  e também na definição de novas estratégias que um moderno escritório de advocacia deverá adotar e seguir nestes próximos “tempos bicudos”!
Para se entender melhor a correlação entre as duas áreas, tema deste artigo, temos que passar obrigatoriamente pela conceituação de Gestão de Conhecimento [GC]. Para se ter uma ideia da abrangência do assunto, existem várias definições de “GC” e todas elas são muito boas.
Apenas a título ilustrativo, cito a definição de Melisse Clemmons Rumizen, como o processo sistemático que cria, captura, partilha e alavanca o conhecimento necessário para o sucesso de uma organização. Outra é a de Carla O`Dell e Cindy Hubert que dizem  ser o esforço sistemático que permite a informação e o conhecimento crescerem, fluírem e criarem valor para a organização.
Sendo mais objetivo e pragmático, eu prefiro a conceituação muito bem adotada e colocada pelo autor Patrick DiDomenico, no seu livro Knowledge Management for Lawyers, onde ele sintetiza o conceito de gestão de conhecimento:  entregar a informação certa para a pessoa certa e no menor tempo possível!

Adotando-se a aplicando-se esse conceito na analise de todos os dados e informações explícitas ou tácitas existentes em todas as esferas departamentais de uma organização, podemos certamente considerar que  toda essa “massa de informações” forma a principal base para o tratamento pela Gestão do Conhecimento.  No ciclo (virtuoso) da “GC”, as informações são tratadas, organizadas, indexadas, distribuídas para permitir seu uso e por fim mantidas e atualizadas para retroalimentar o ciclo, servindo para embasar e alavancar as decisões críticas da organização. Em outras palavras, a “GC” vai muito além dos minutários e da criação de áreas de armazenamento de modelos padronizados que alguns escritórios de advocacia têm utilizado em suas intranets.  São informações que normalmente eram consideradas como de única e exclusiva de responsabilidade dos departamentos Financeiro, Faturamento /Contas a Receber, Recursos Humanos, etc.Read More

Gestão do conhecimento – Importância

A gestão do conhecimento é extremamente complexa até para ser definida, pois pode ser classificada como matéria dentro da administração, como ciência ou como conceito utilizado na gestão do negócio. A verdade é que abrange inúmeras áreas da gestão, tais como recursos humanos e tecnologia e também conceitos mais novos como capital intelectual, gestão de competências, inteligência coletiva, etc. Para isso existem cursos, grandes estudiosos e professores tentando estruturar e definir essa nova matéria.
Sob o ponto de vista estritamente pragmático (os acadêmicos que me perdoem), considero que o efeito mais importante na aplicação do conceito de gestão do conhecimento é permitir às empresas responder a pergunta simples: “Conhecemos o que sabemos”?  Ou se preferirem: “Sabemos o que conhecemos”?
A resposta a esta simples questão é de vital importância, pois, por conta de um mercado aceleradamente competitivo, empresas estão sendo cada vez mais impelidas a responder rapidamente e de forma correta às solicitações desse próprio mercado (propostas, aquisições, vendas, decisões estratégicas internas e externas, etc.). O conteúdo desses documentos está baseado em número cada vez maior de informações e cada vez mais envolvendo maiores valores e maiores responsabilidades. É nesse cenário que a gestão do conhecimento pode ajudar, e muito.
A pergunta formulada pode ser desmembrada em outras duas:

1) Onde estão as informações que necessito para a tomada da decisão? e
2) Quem conhece o assunto dentro (ou fora) da organização?Read More

Gestão do Conhecimento é um processo de “refinamentos sucessivos”

LapidaçãoQuanto uma empresa deve investir em gestão do conhecimento e como dimensionar esse valor?
Para responder essas questões, precisamos inicialmente conceituar conhecimento, sua gestão e sua utilização. Conhecimento é o ativo de maior valor que uma empresa pode ter. Reparem que utilizei o termo conhecimento e não informação, que o relacionei a um ativo e que também escrevi “pode ter” em vez de “têm”, isto porque conhecimento é totalmente diferente de informação e para possuí-lo a empresa precisa se organizar e se preparar para isso.
Nunca se teve acesso tão fácil à informação como atualmente (qualquer ferramenta de busca na Internet responde normalmente a uma pesquisa com milhares de documentos, num tempo dificilmente superior a um segundo) e  isto não quer dizer que as empresas estão mais eficientes ou produtivas do que há dez anos por conta disso. Então para que serve tanta informação?
A identificação exata das informações relevantes e principalmente sua utilização prática incorporada aos produtos e serviços de uma empresa é que vão alavancá-las no mercado. As informações somente terão utilidade se forem triadas, tratadas, organizadas, distribuídas internamente e sua utilização prática, incentivada. As informações assim selecionadas representam o conhecimento da empresas e o processo compreendido entre sua identificação até sua utilização prática é a gestão desse conhecimento.
Fazendo uma analogia com os ativos tangíveis de uma empresa, a decisão de investimentos nesses ativos normalmente tem como objetivo o aumento/otimização da produção; a minimização dos custos de produção; a  fabricação de novos produtos; a incorporação de inovações tecnológicas, ou seja, a criação de uma vantagem competitiva de seus produtos em relação à concorrência.
O “ativo” do qual estamos falando é o seguinte: conhecer o mercado melhor que os outros e reagir mais rapidamente a ele; conhecer os pontos fortes e fracos da concorrência; conhecer e incorporar rapidamente as inovações tecnológicas em seus produtos; saber exatamente onde e como estão organizados os dados e informações pertencentes à empresa e, finalmente, conhecer as pessoas que detêm conhecimento relevante para a empresa.Read More

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